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domingo, 20 de fevereiro de 2011

fiel a Deus ou ao Partido? eis a questão...

Lista dos Deputados Evangélicos que votaram contra salário mínimo mais justo


"Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz comete pecado." Tiago 4:17

"Até quando defendereis os injustos, e tomareis partido ao lado dos ímpios? Defendei a causa do fraco e do órfão; protegei os direitos do pobre e do oprimido. Livrai o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabe, e nada entendem. Andam em trevas." Salmos 82:2-5a


Abaixo segue a lista com os nomes dos parlamentares evangélicos que preferiram ser fiéis à orientação partidária, a serem fiéis aos princípios de justiça preconizados no Evangelho de Jesus, votando contra um salário mais digno para o trabalhador brasileiro.  A questão é: eles são deputados cristãos, ou cristãos deputados? Porque se forem cristãos deputados, devem mais lealdade a Cristo e ao povo do que ao partido. O partido lhes deu a legenda, mas foi o povo que lhes confiou o voto. Eis a lista:


  1. Anderson Ferreira (PR-PE) - Assembléia de Deus
  2. André Zacharow (PMDB-PR) - Igreja Batista
  3. Aguinaldo Ribeiro (PP-BA) - Igreja Batista
  4. Antonio Bulhões (PRB-SP) - Igreja Universal
  5. Anthony Garotinho (PR-RJ) - Igreja Presbiteriana
  6. Antônia Lúcia (PSC-AC) - Assembléia de Deus
  7. Aureo (PRTB-RJ)
  8. Adilson Soares (PR-RJ) - Igreja Internacional da Graça de Deus
  9. Audífax Barcelos (PSB-ES) - Igreja Batista
  10. Benedita da Silva (PT-RJ) - Igreja Presbiteriana
  11. Cleber Verde (PRB-MA) - Assembléia de Deus
  12. Dr. Grilo (PSL-MG) - Igreja Internacional da Graça de Deus
  13. Edinho Araújo (PMDB-SP) - Igreja Presbiteriana Independente
  14. Edmar Arruda (PSC-PR) - Igreja Presbiteriana Independente
  15. Edivaldo Holanda Junior (PTC-MA) - Igreja Batista
  16. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - Comunidade Sara Nossa Terra
  17. Eduardo  da Fonte (PSB-PE)
  18. Erivelton Santana (PSC-BA) - Assembléia de Deus
  19. Fátima Pelaes (PMDB-AP) - Assembléia de Deus
  20. Filipe Pereira (PSC-RJ) - Assembléia de Deus
  21. George Hilton (PRB-MG) - Igreja Universal
  22. Gilmar Machado (PT-MG) - Igreja Batista
  23. Heleno Silva  (PRB-SE) - Igreja Universal
  24. Íris de Araújo (PMDB-GO) - Igreja Batista
  25. Jefferson Campos (PSB-SP) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  26. Jhonatan de Jesus
  27. Josué Bengtson (PTB-PA) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  28. Laercio Oliveira (PR-SE)
  29. Lauriete Catarina (PSC-ES) - Assembléia de Deus
  30. Leonardo Quintão (PMDB-MG) - Igreja Presbiteriana
  31. Liliam Sá (PR-RJ) - Assembléia de Deus
  32. Lincoln Portela (PR-MG) - Igreja Batista Solidária
  33. Lourival Mendes (PTdoB-MA) - Igreja Batista
  34. Marcelo Aguiar  (PSC-SP) - Igreja Renascer
  35. Mário de Oliveira (PSC-MG) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  36. Marco Feliciano (PSC-SP) - Assembleia de Deus (Avivamento da Fé)
  37. Márcio Marinho (PRB-BA) - Igreja Universal 
  38. Missionário José Olimpio (SP) - Igreja Mundial do Poder de Deus
  39. Neilton Mulim (PR-RJ) - Igreja Batista
  40. Nilton Capixaba (PTB-RO) - Assembléia de Deus
  41. Otoniel Lima (PRB-SP) - Igreja Universal 
  42. Oziel Oliveira 
  43. Pastor Eurico (PSB-PE) - Assembléia de Deus
  44. Paulo Freire (PR-SP) - Assembléia de Deus
  45. Professor Sétimo (PMDB-MA)
  46. Ronaldo Fonseca (PR-DF) - Assembléia de Deus
  47. Ronaldo Nogueira (PTB-RS) - Assembléia de Deus
  48. Sérgio Brito (PDT-BA) - Igreja Batista
  49. Sueli Vidigal (PDT-ES) - Igreja Batista
  50. Silas Câmara (PSC-AM) - Assembléia de Deus
  51. Sabino Castelo Branco (PTB-AM) - Assembléia de Deus
  52. Hidekazu Takayama (PR) - Assembléia de Deus
  53. Vitor Paulo (PRB-RJ) - Igreja Universal
  54. Walter Tosta (PMN-MG) - Igreja Batista Getsêmani
  55. Walney Rocha (PTB-RJ) - Igreja Metodista
  56. Washington Reis (PMDB-RJ) - Igreja de Nova Vida
  57. Zé Vieira (PR-MA) - Assembléia de Deus
  58. Zequinha Marinho (PSC-PA) - Assembléia de Deus

Para sermos justos, oferecemos também a seguir a lista dos parlamentares evangélicos cujos votos foram favoráveis à emenda que concedia o aumento maior do o oferecido pelo governo.


  1. Andreia Zito (PSDB-RJ) - Igreja Cristã Maranata
  2. Arolde de Oliveira (DEM-RJ) - Igreja Batista
  3. Bruna Furlan (PSDB-SP) - Igreja Cristã do Brasil
  4. Delegado Francischini - Assembléia de Deus
  5. Henrique Afonso (PV-AC) - Igreja Presbiteriana
  6. João Campos (PSDB-GO) - Assembléia de Deus
  7. Jorge Tadeu (DEM-SP) - Igreja Internacional da Graça de Deus
  8. Manato (PDT-ES) - Igreja Cristã Maranata
  9. Onix Lorenzoni (DEM-RS) - Igreja Luterana
  10. Romero Rodrigues (PSDB-PB)
  11. Ruy Carneiro (PSDB-PR)
  12. Vaz de Lima (PSDB-SP) - Igreja Presbiteriana Independente


Abstiveram-se  de votar: 

  1. Lindomar Garçon  (PV-RO) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  2. Roberto de Lucena (PV-SP) - Igreja O Brasil para Cristo


"Ais dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades, para privar da justiça os pobres." Isaías 10:1

"Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes." Isaías 1:23a


Desta vez prefiro não fazer comentários e deixar que a Bíblia fale por si. Se é que esses homens ainda têm algum temor a Deus e reverência à Sua Palavra...Desculpem-me pelo tom, mas estou revoltado com esta bancada evangélica (ou seria cambada evangélida?) Nojo!

clonoado do Hermes Fernandes



* Agradeço ao Pr. Geremias do Couto pela iniciativa de fazer a lista, e ao Pr. Claudio Moreira por atualizá-la com os nomes dos partidos e igrejas dos parlamentares.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Politica e políticos...

Ontem a noite recebi um email que um pastor de minha denominação pedindo para que eu o apoiasse nas eleições, pois precisamos de pastores batistas no meio político carioca. Não estou mais na Cidade Maravilhosa, estou morando em Rio Branco-Acre( Terra Boa)  e mesmo se estivesse em solo carioca minha resposta não mudaria.Enviei para o "colega" um texto que segue abaixo:

IGREJA NÃO FAZ ALIANÇA POLÍTICA - Há cinco razões para este posicionamento

MENSAGEM

IGREJA NÃO FAZ ALIANÇA POLÍTICA
Preletor: Ed René Kivitz
Há cinco razões para este posicionamento

Igreja não apoia candidato. Igreja não se envolve com política partidária. Há pelo menos cinco razões para este posicionamento.

Primeira: o Estado é laico. Igreja e Estado são instituições distintas e autônomas entre si. É inadmissível que, em nome da religião, os cidadãos livres sofram pressões ideológicas. Assim como é deplorável que os religiosos livres sofram pressões ideológicas perpetradas pelo Estado. É incoerente que um Estado de Direito tenha feriados santos, expressões religiosas gravadas em suas cédulas de dinheiro, espaços e recursos públicos loteados entre segmentos religiosos institucionais. É uma vergonha que líderes espirituais emprestem sua credibilidade em questão de fé para servir aos interesses efêmeros e dúbios (em termos de postulados ideológicos e valores morais) da política eleitoral ou eleitoreira.

Segunda: o voto é uma prerrogativa do cidadão. Assim como os clubes de futebol, as organizações não governamentais, as entidades de classe, as associações culturais e as instituições filantrópicas não votam, também a igreja não vota. Quem vota é o cidadão. O cidadão pode ser influenciado, melhor seria, educado, por todos os segmentos organizados da sociedade civil, inclusive a igreja. Mas quem vota é o cidadão.

Terceira: a igreja é um espaço democrático. A igreja é lugar para todos os cidadãos, independentemente de raça, sexo, classe social e, no caso, opção política. A igreja é lugar do vereador de um lado, do deputado de outro lado, e do senador que não sabe de que lado está. A igreja que abraça uma candidatura específica ou faz uma aliança partidária, direta e indiretamente rejeita e marginaliza aqueles dentre seu rebanho que fizeram opções diferentes.

Quarta: a igreja não tem autoridade histórica para se envolver em política. Na verdade, não se trata apenas de uma questão a respeito da igreja cristã, mas de toda e qualquer expressão religiosa institucional. A mistura entre política e religião é responsável pelos maiores males da história da humanidade. Os católicos na Península Ibérica e em toda a Europa Ocidental. Os protestantes na Índia. Os católicos e os protestantes na Irlanda. Os judeus no Oriente Médio. Os islâmicos na Europa e na América. Todos estes cometeram o pior dos crimes: matar em nome de Deus. Saramago disse com propriedade que “as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana”.

Quinta: o papel social da igreja é profético. Quando o governo acerta a igreja aplaude. Quando o governo erra a igreja denuncia. Quando a autoridade civil cumpre seu papel institucional a igreja acata. Quando a autoridade civil trai seu papel institucional a igreja se rebela. A igreja não está do lado do governo, nem da oposição. A igreja está do lado da justiça.

Todo cristão é também cidadão. Todo cristão deve exercer sua cidadania à luz dos valores do reino de Deus e do melhor e máximo possível da ética cristã, somando forças em todos os processos solidários, e engajado em todos os movimentos de justiça.

Comparecer às urnas é um ato intransferível de cidadania, um direito inalienável que custou caro às gerações do passado recente do Brasil, e uma oportunidade de cooperar, ainda que de maneira mínima, na construção de uma sociedade livre, justa e pacífica.
Ed René Kivitz
 
 
Fonte: CREIO